O remédio amargo

Antonio Alves

A  derrota dói, qualquer derrota. No xadrez, como na vida, dói mais para aqueles que tem consciência de que a responsabilidade é toda sua, pessoal, intransferível. Não foi porque o companheiro errou ou porque o juiz roubou, nem porque o patrão estava de mau humor, o pneu furou, a ligação caiu, o signo não combinava… nada. A responsabilidade foi toda minha e de mais ninguém. Eu, o incompetente, burro, que não vi o óbvio e estraguei tudo: o trabalho, o relacionamento, a viagem, a vida.
O remédio amargo

data venia

Beto Brasiliense

caissuma-me, musa querida, musse de mel de jandaíra, para contar o que cantas nas folhas da jarina. agora é assim: flagrante forjado é operação combinada com um bandido contra outro, delação é ilação privilegiada, punição é mais sobre o bem maior -a propriedade- do réu se for rico e menos sobre sua liberdade, se não for pobre. estado oferece proteção premiada mas a escolta jurídica não entrega as armas legais nas mãos dos marginais, dá-lhes salvo-conduto além do alcance da moral popular. princípios de 1789 são -hoje- propriedade, oportunidade e neoliberalidade.