Apareceu o editor

Levei 6 meses para encerrar o ano passado, que foi dos mais difíceis. Para retomar a produção, pensei como fazer o balanço… e decidi não fazer. Deixa pra lá, passou. Preciso apenas registrar as desventuras de muitas derrotas no xadrez e a ventura de ver nascer minha caçulinha, mas farei isso aos poucos. Flora será, certamente, inspiradora de muita prosa poética do papai e da arte da mamãe. Caissa segue em seu trono, protegendo os esforços deste humilde enxadrista. Vamos para adiante.

Decisões práticas: mudar o visual do site, para torná-lo mais rápido na internet amazônica; chupar das páginas dos amigos textos e imagens interessantes (alguma coisa de Binho Marques, Danilo de S’Acre e João Veras já está à vista); revisar crônicas antigas para publicar, especialmente aquelas em que o assunto se repete na “atual conjuntura” (tragédia ou comédia, depois do fim não há mais diferença).

Aliás, vou aumentar a dose de, digamos, “política” ou coisa parecida. Continuo disposto a não entrar em bate-boca nem colocar no site as feiúras que dominam os tempos de hoje, mas não posso ficar assistindo ao desfile descontraído que o facismo (um dos nomes do monstro) promove, com as velhas máscaras da honestidade, moral, bons costumes, patriotismo e outras fake olds.

Entre o peso e a leveza

“Quanto mais pesado o fardo, mais próxima da terra está a nossa vida, e mais ela é real e verdadeira. Por outro lado, a ausência total de fardo faz com que o ser humano se torne mais leve do que o ar, com que ele voe, se distancie da terra, do ser terrestre, faz com que ele se torne semi-real, que seus movimentos sejam tão livres quanto insignificantes. Então, o que escolher? O peso ou a leveza?”

A Insustentável Leveza do Ser – Milan Kundera

Veriana Ribeiro

Eu queria ser uma pessoa mais leve.

Entre o peso e a leveza